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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Celtic Frost


Celtic Frost foi uma banda da Suíça formada em 1984. É considerada uma das bandas pioneiras do Black metal, assim como Hellhammer e Venom. Eles são conhecidos por influenciar fortemente os gêneros do metal extremo. O primeiro período da banda foi entre 1984 e 1993, depois sendo reformada em 2001 quando Tom Gabriel Fischer terminou seu projeto Apollyon Sun. Mas em 2008 a banda acabou novamente após a saída de Tom. 
O som do grupo foi inspirado em bandas de Heavy metal como Black Sabbath, Judas Priest, Venom mas também no rock gótico.

História

Os dois primeiros produtos fonográficos do Celtic Frost, os EP Morbid Tales e Emperor's Return, traziam a mesma proposta básica do Hellhammer, mas muito mais evoluída e musicalmente relevante. Os fãs mais radicais do Hellhammer não aceitaram aquela mudança, mas foram minoria. O Celtic não demorou muito a atrair uma legião de seguidores e, em 1985, o álbum To Mega Therion saiu e tornou-se mais uma obra-prima de Gabriel, Ain e Priestly. Ainda sombrio, direto, cru e extremo, o disco era bem tocado, bem produzido, original, trazia idéias novas e, acima de tudo, mostrava que o Black/Thrash metal praticado por eles não precisava ser, necessariamente, tosco.
No ano seguinte, teve início o que, para muitos, foi a decadência do Celtic Frost. O LP deste ano, Into the Pandemonium, apresentou uma série de inovações nunca vistas no Death metal. Agora, violinos, metais, letras em francês, sonoridades de hip hop e outras virtudes bizarras juntavam-se ao peso das guitarras e à agressividade da seção rítmica. O Celtic Frost provava ser corajoso o suficiente para experimentar, mas os fãs (ao contrário da crítica) começou a chamá-los de decadentes e traidores.
Mas foi em 1988 que a situação ficou crítica. Ain deixou o conjunto e foram adicionados a ele Oliver Amberg (guitarras) e Curt Victor Bryant (baixo). O agora quarteto assumiu um visual simplesmente ridículo (inspirado nas bandas glam de Los Angeles, como Poison, Mötley Crüe, Guns N` Roses e outras, que eram um fenômeno de vendas na época) e Warrior abandonou o pseudônimo e passou a assinar como Thomas Gabriel. O disco gravado sob esse panorama foi chamado Cold Lake. Dizer que esse álbum é pífio seria elogiá-lo. As canções já não têm mais nada em comum com o black metal (era, agora, um hard rock insosso), soam artificiais e descartáveis. Parecia claro que Gabriel tencionava conquistar o mercado americano, inatingido pelo Frost, e resolveu copiar os grupos que então faziam sucesso por lá - logo ele, que ficara famoso como um vanguardista. Contudo, a tentativa foi em vão, já que o álbum não foi bem nos EUA. Além disso, os antigos fãs viraram as costas ao conjunto, que outrora representara o que de mais íntegro existia no underground e que, de repente, se transformou naquilo que eles mais odiavam: uma banda comercial, barata, vendida.
Com o fracasso de “Cold Lake”, Gabriel viu-se num beco sem saída. Estava claro que continuar com aquela proposta não o levaria a lugar nenhum e, se decidisse voltar aos velhos tempos, seria oportunismo demais - e o underground não tolera oportunismo. O fim foi, então, irremediável.
De qualquer forma, apesar de ter se transformado numa piada ao final de sua carreira, a banda (ou as bandas?) de Warrior, indiscutivelmente, foi responsável por uma reviravolta no heavy metal, uma das mais ousadas e vanguardistas de sua história - seja quando provou que a simplicidade podia ser imaginativa, seja quando teve a capacidade de trazer a um estilo tido como limitado as maiores inovações já sofridas por ele.
O grupo tentou inutilmente uma volta na década de 90 (tentativa nunca admitida): lançou uma coletânea com algum material inédito e apresentou-se como convidado em alguns shows. No entanto, seu tempo já passou.










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