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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Coroner


Coroner é uma banda suíça de thrash metal. O trio original que forma o Coroner eram roadies da banda Celtic Frost. Devido as suas letras bem trabalhadas sobre temas distintos como política e depressão, por exemplo, aliados a técnica e velocidade de seus membros, foram um dos percursores do chamado Technical Thrash Metal.
O Coroner anunciou em 2010 uma reunião para shows em junho de 2011 no Hellfest.

História

O Coroner foi uma banda suíça de Thrash das melhores de todos os tempos, embora muito pouco conhecida. Talvez tenha sido a má promoção da Noise Records que foi sua gravadora do início ao fim, mas a banda teve sua parcela de culpa, pois as músicas nunca foram mainstream e a sonoridade mudou (evoluiu) muito de álbum para álbum.

Porém, nada comparado aos conterrâneos do Celtic Frost que, após o marcante “To Mega Therion”, tomaram um caminho de inovações meio indefinido e pouco compreendido. Não; através dos trabalhos do Coroner, nota-se um caminho de aperfeiçoamento traçado pelos músicos e que eles próprios assumem: explorando os limites do thrash, eles conseguiam interromper frenéticas levadas (speed metal) e literalmente swingar o ritmo; o baixo incorporava frases que beiravam o jazz e os solos eram elaborados de modo invejável.

O guitarrista Thomas Vetterli e o baterista Marky Edelmann chegaram a excursionar como roadies nas primeiras turnês do Celtic Frost. Após isso, Vetterli e o baixista/vocalista Ron Broder começaram uma banda em Zurique. Pouco depois, Edelmann se juntou aos dois e nascia o Coroner. Para fins artísticos, Thomas Vetterli ficou Tommy T. Baron, Ron trocou o sobrenome Broder por Royce e Marky Eldemann virou Marquis Marky. Após gravarem uma demo chamada Death Cult, onde o lendário Thomas Gabriel Warrior (líder do Frost) cantou como convidado, a banda assinou com a Noise.

Em 1987, o debut: R.I.P. A speed instrumental “Nosferatu” e “Suicide Command” (uma verdadeira jam-thrash) são destaques imediatos, além de “Spiral Dream” composta por Tom Warrior. Em 1988, outro petardo: Punishment for Decadence com as alucinantes “Masked Jackal” (crítica aos políticos), “Absorbed” e o inusitado cover de “Purple Haze”.

Se o primeiro trabalho é mais cru e o segundo melhor produzido, o terceiro marca o início dos experimentos para a banda. No More Color, de 1989, traz algumas musicas mais ritmadas e menos corridas, mas ao mesmo tempo é uma vitrine para as habilidades de cada um. Um disco tão bom que fica difícil apontar destaques. Vale conferir as poderosas “Read my scars” e “Tunnel of Pain”.

Mental Vortex, de 1991, é um álbum desacelerado, mas não descaracterizado. Produzido por Tom Morris, ele traz um cover de “I Want You” dos Beatles, que é uma verdadeira conversão ao Thrash, além de “Son of Lilith” com um dos solos mais inspirados de todos os tempos. Mental Vortex ainda apresenta alguns backing vocals femininos e passagens de teclado.

A evolução culmina com Grin, de 1993, definitivamente sem a agressividade Thrash. São musicas mais morosas, atmosféricas e até com passagens eletrônicas. Isso dividiu os fãs, mas os músicos consideram que foi um excelente álbum, parte da busca pela perfeição.

O desgaste de relações e as tensões internas fizeram o grupo acabar em 1994, mas a Noise ainda forçou um sexto disco. Coroner, de 1995, é uma compilação de faixas novas, gravações inéditas e algumas músicas clássicas. O baterista Peter Hass (Mekong Delta/ Babylon Sad) foi chamado para esse último trabalho, pois Eldemann já não quis cooperar. No entanto, a separação foi amistosa e nenhum maldiz o outro.

Apesar da curta história, o Coroner atingiu um patamar único. Os críticos chegaram a taxar a banda de thrash progressivo, devido à sonoridade tão visionária que ela tinha. Os solos de Vetterli eram incrivelmente bem elaborados e limpos, ao contrário da maioria nesse estilo. As letras não eram profanas ou extremadas, mas engajadas, escritas pelo baterista – um leitor assíduo e quem também fez toda a arte das capas. Ron Royce, é um monstro do baixo e além de encaixar melodiosas frases na pancadaria, cantava e bem com sua voz torturada.

As turnês não saíram da Europa e lá mesmo é onde fica grande parte dos fãs, porque, como já foi dito, promoção (leia-se dinheiro) não foi o forte da banda.

Após a separação, Ron Broder resolveu dar um tempinho na música. Marquis Eldemann tem um projeto de metal industrial na Suíça com Tom Warrior, chamado Apollyon Sun. Thomas Vetterli, depois de algum tempo num projeto seu chamado Clockwork, gravou dois discos com o Kreator, Outcast (1997) e Endorama (1999), porém não teve muitas oportunidades (com referência às suas habilidades) em nenhum.












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